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13 de setembro de 2026 · Bruno Buscariolli

Análise de Custo-Benefício e Custo-Efetividade (ACB e ACE) no Edital do SEFAZ-SC

Análise de Custo-Benefício (ACB) e Análise de Custo-Efetividade (ACE) fazem parte do conteúdo de Avaliação Econômica de Projetos do Edital nº 01/2026 do concurso SEFAZ-SC, para o cargo de Auditor Fiscal na área de Ciências Econômicas. As duas técnicas avaliam se um projeto público "vale a pena" — mas partem de perguntas diferentes, e é justamente essa diferença que costuma aparecer nas questões da banca FGV.

A Análise de Custo-Benefício (ACB) monetiza tanto os custos quanto os benefícios de um projeto, trazendo os valores futuros a valor presente por meio de uma taxa de desconto. O critério de decisão mais robusto dentro da ACB é o Valor Presente Líquido (VPL): se a soma dos benefícios menos os custos, descontados no tempo, for maior que zero, o projeto é considerado economicamente viável. A Taxa Interna de Retorno (TIR) — a taxa de desconto que zera o VPL — é um critério complementar, mas atenção: em fluxos de caixa não convencionais, com mais de uma troca de sinal, pode existir mais de uma TIR, o que é uma pegadinha recorrente em prova.

Já a Análise de Custo-Efetividade (ACE) é usada exatamente quando o benefício do projeto não pode ser monetizado de forma direta ou confiável — vidas salvas, alunos aprovados, casos de doença evitados. Em vez de comparar custo com benefício em unidades monetárias, a ACE expressa o resultado em uma unidade física ou de desempenho, o que tem uma consequência importante: só é possível comparar projetos pela ACE quando eles têm o mesmo tipo de objetivo — não dá para comparar, pela ACE, um projeto de saúde com um projeto de infraestrutura viária, por exemplo.

Quando se comparam duas alternativas pela ACE, a métrica usada é a Razão de Custo-Efetividade Incremental (RCEI): a diferença de custo entre as duas alternativas dividida pela diferença de efetividade entre elas. O resultado indica o custo adicional necessário para se obter uma unidade extra de efetividade — e, de forma geral, quanto menor a RCEI, mais custo-efetiva é a alternativa em análise.

A forma mais rápida de identificar, numa questão de prova, se o enunciado está tratando de ACB ou de ACE é observar a unidade do benefício mencionado: se aparecem termos como VPL, TIR ou razão benefício-custo, o enunciado está tratando de ACB; se aparecem expressões como "custo por vida salva" ou "custo por aluno aprovado", é ACE. Essa distinção simples resolve boa parte das questões desse tema no edital do SEFAZ-SC.

Vale reforçar que ACB e ACE não são métodos concorrentes, e sim complementares, aplicados a contextos diferentes: a escolha entre um e outro depende, na prática, de uma única pergunta — o benefício do projeto pode ser monetizado de forma confiável, ou não? A resposta a essa pergunta é o que orienta qual das duas ferramentas usar na avaliação econômica de um projeto público.

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